<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539</id><updated>2011-11-22T03:46:11.535-08:00</updated><title type='text'>ronaldo henn</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-6756436155797049024</id><published>2011-08-16T13:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-16T13:16:31.782-07:00</updated><title type='text'>ClicRBS não tolera críticas sobre publicação da foto do Pato</title><content type='html'>Por diversas horas ontem o ClicRBS deixou exposta na sua capa foto do jogador Alexandre Pato em situação de intimidade com sua namorada Barbara Berlusconi. A imagem mostrava o atleta com a mão na região glútea da menina sugerindo um aperto intenso. A chamada remetia ao blog ByN9ve que reproduzia matéria sobre o casal publicada na Novela Cover Story. &lt;br /&gt;Assim que me deparei com a imagem reagi com indignação na medida em que não acho razoável que um portal que almeja seriedade exponha a intimidade das pessoas. O jogador tem o direito de divertir-se com a mão onde quiser e nós, a rigor, não temos nada a ver com isso. Trabalhar com esse tipo de “acontecimento” no enquadramento proposto sugere um jornalismo excessivamente apelativo, vulgar e frívolo. Não condeno, a priori, esse gênero de pautas, mas entendo que alguma fronteira de razoabilidade ética teria que ser estabelecida.&lt;br /&gt;Em função disso, postei comentário no blog em questão nos seguintes termos: “Não considero adequado que um portal que se pretende sério publique fotos expondo intimidade das pessoas na capa. Quanto ao blog, penso que até futilidade tem limite”. O comentário ficou aguardando moderação e não foi publicado. Como não é a primeira vez que redijo opinião crítica à alguma abordagem do clic e não sai, resolvi questionar isso através de email dirigido a autora do blog, Cláudia Ioschpe, com cópia para a editora do ClicRBS, Fabiane Echel. Reproduzo o texto : Começo a suspeitar que o ClicRBS não é tolerante a críticas pois novamente comentário que discorda de práticas editorais do portal não passou pela "mediação".  Manifestei ontem minha discordância com  exibição de foto que mostra o jogador Alexandre Pato em situação de intimidade tanto no blog quanto na capa do Clic, julgando a prática inadequada e apelativa. Como já aconteceu em situações anteriores, o comentário aparentemente foi vetado.&lt;br /&gt;Para  minha surpresa, obtive a seguinte resposta da blogueira: Oi Ronaldo, não publicamos seu comentário porque a mensagem continha ofensas. Comentários que tenham palavras de preconceito, de dano moral, palavrões e etc, nunca serão liberados. Essas são as regras do portal, mas tenha certeza que quando seu comentário não conter conteúdo como os citados acima, eles serão liberados. Att.&lt;br /&gt;Fiquei perplexo: o jornal publica uma imagem desse porte e eu que sou ofensivo na minha rejeição? E chamar o blog de fútil pode ser considerado palavrão ou dano moral?&lt;br /&gt;Não conformado, encaminhei a seguinte resposta: Meu comentário não continha qualquer tipo de ofensa. Questionei a seriedade do portal por publicar foto na capa e escrevi "quanto ao blog, penso que até futilidade tem limite".  Trata-se de um jogo discursivo irônico, mas não ofensivo. Assim sendo, posso considerar muitos dos textos que esse portal abriga ofensivos na medida em que expressam críticas nos mais diversos tons a uma infinidade de personalidades e situações. Nessa lógica, os outros podem ser objetos de críticas, mas o clicRBS não, o que desbanca a ideia de uma interatividade mais ativa do meio em questão.&lt;br /&gt;O jornalismo, como diz meu amigo Fernando Resende, coloca-se num lugar que tem o poder sobre a fala do outro. Cada vez mais fico convicto que esse poder é tão fortemente inoculado que os jornalistas pensam que estão numa esfera superior que refuta qualquer manifestação crítica do mundo concreto.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-6756436155797049024?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/6756436155797049024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=6756436155797049024' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/6756436155797049024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/6756436155797049024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2011/08/clicrbs-nao-tolera-criticas-sobre.html' title='ClicRBS não tolera críticas sobre publicação da foto do Pato'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-7292382645669405003</id><published>2011-08-09T07:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T07:32:59.837-07:00</updated><title type='text'>Morin, a complexidade da crise e o jornalismo diminuto</title><content type='html'>A palestra de Edgar Morin no Fronteiras do Pensamento ontem em Porto Alegre revelou-se extraordinária. Aos 90 anos, em plena forma física e intelectual, ele fez análise da atual conjuntura global, com ênfase na crise que afeta as bolsas, alertando que não se trata de algo que se dá apenas no plano econômico. Estamos diante de uma crise profunda, de várias dimensões que, como toda a crise concebida de forma sistêmica e complexa, pode produzir situações terríveis mas também perspectivas alvissareiras. Condenou o que chamou de "tentáculos terríveis do polvo do mercado capitalista insano" e o "polvo dos fundamentalismos religiosos e xenófobos". Defendeu uma mescla de "globalização e desglobalização" que contemple os laços comunitários em rede com uma possível gestão compatilhada dos problemas globais e os laços comunitários presenciais com a consolidação das múltiplas identidades. Apesar de todos os horrores, ainda se diz esperançoso dando sentidos complexos às desgatastadas palavras amor e solidariedade.&lt;br /&gt;Na contramão do seu pensamento, o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, publicou matéria que não conseguiu captar a alma do seu pensamento. Dedicou as páginas 4 a 10 à cobertura da atual crise. A análise mais original sobre ela estava justamente na conferência desse grande pensador. O jornal prefiriu ignorar isso, privilegiando apenas os seus aspectos técnicos e políticos, colocando matéria da palestra na pag. 28 com o ridículo título "De improviso e com esperança". As práticas de edição do jornalismo ainda continuam alheias à complexidade do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-7292382645669405003?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/7292382645669405003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=7292382645669405003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/7292382645669405003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/7292382645669405003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2011/08/morin-complexidade-da-crise-e-o.html' title='Morin, a complexidade da crise e o jornalismo diminuto'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-7082950973389529207</id><published>2008-11-10T11:10:00.001-08:00</published><updated>2008-11-10T11:10:34.922-08:00</updated><title type='text'>O mundo é dos retardados</title><content type='html'>Uma campanha publicitária da Net atualmente no ar é sintomática do grau de abobalhamento com que a publicidade brasileira constrói seus públicos.  Em um dos filmes o “chefe” de uma família ruiva negocia com solícita atendente da operadora o pacote mais razoável para seu clã. Ela informa que há opções exatas para o tamanho de cada necessidade fazendo com que o rapaz exultante exclame para a mulher e os dois filhos enfileirados em um sofá: vai rolar. A família vibra estrondosamente fazendo barulho com uma espécie de chocalho. Do outro lado da linha, a atendente mimetiza os traços físicos do provável cliente, fazendo som ensurdecedor com o mesmo instrumento no que é acompanhada por toda a equipe de operadores.&lt;br /&gt;Além do fato de eu desconhecer pessoa que tenha encontrado tremenda empatia em funcionário da Net, o filme alinha-se a tantos outros que ao retratarem consumidores de produtos e serviços os transformam em debilóides. É como se nesta sociedade não houvesse espaço para qualquer gesto de maturidade: a infantilização desponta como uma espécie de condição fundamental para o consumo. Nela não cabe a densidade do pensamento e da crítica. Esse perfil que o comercial institui torna-se mais significativo porque ali o que se vende é um serviço de televisão por assinatura. Antigamente associava-se à possibilidade de  maior diversidade na oferta de canais uma maior qualificação da televisão. A realidade veio nos mostrar um aumento da estupidez. Por várias vezes já percorri os mais de 100 canais e não encontrei nada de diferente que me seduzisse. Simplesmente o mais do mesmo. Pelo menos neste sentido a publicidade é sincera ao tratar seu público alvo como idiota. O mundo é dos nets, diz o slogan. Se for esse o perfil de quem tem acesso ao consumo, então mais correto seria dizer: o mundo é dos retardados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-7082950973389529207?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/7082950973389529207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=7082950973389529207' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/7082950973389529207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/7082950973389529207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/11/o-mundo-dos-retardados.html' title='O mundo é dos retardados'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-1895049435207129818</id><published>2008-10-16T15:07:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T15:10:25.116-07:00</updated><title type='text'>Eleições</title><content type='html'>Depois de algum tempo sem postar me vi impelido a fazê-lo. No momento, estou lendo trabalho de aluno que vai para exame de qualificação em mestrado e cuja proposta de pesquisa aborda exatamente os blogs, mais precisamente os que tratam de política diferentemente daqueles endossados pela grande imprensa. Na medida em que leio fico acometido por certa culpa de ter abandonado este espaço justamente num período em que trilhões de coisas interessantes estão pipocando (e quando não estariam?).  Como estamos em pleno segundo turno das eleições municipais, vou me deter nelas um pouco.&lt;br /&gt;Morando em Porto Alegre, votarei em Maria do Rosário do PT, repetindo o voto do primeiro turno. Quando começou a campanha, cheguei a cogitar de votar na Luciana Genro (PSOL) por várias razões: dentro do PT preferiria mil vezes Miguel Rosseto à Rosário e achava que seria interessante para cidade uma experiência mais à esquerda depois da gestão conservadoramente chocha de Fogaça. Na última hora, entretanto, com o avanço de Manuela (PC do B coligado com o PPS de Antônio Britto), fui seduzido pelo voto útil.&lt;br /&gt;Fiquei muito decepcionado com Manuela. Quando postulou a Câmera de Vereadores há quatro anos votei nela porque via nesta candidatura oriunda do movimento estudantil uma espécie de arejamento da política: achei que isso faria bem para aquela instituição e para a cidade. Depois de dois anos ela se lançou à Câmara Federal e repeti o voto de confiança seguindo os mesmos critérios. Agora percebo que foi um erro. Ela não arejou coisa alguma e teve o comportamento mais ortodoxo e vil da política: oportunismo exacerbado e alianças difíceis de engolir.&lt;br /&gt;Conseguindo bater Manuela, Rosário dá a impressão de aflorar neste segundo turno. Sua performance antes parecia neutralizada pelas outras candidatas, em alguns níveis muito parecidas. Assistindo os dois debates até agora (TV COM e Rádio Gaúcha) ela em tudo está superior a Fogaça: apresenta segurança, domínio das informações, é propositiva e consegue, finalmente, sinalizar competência para o cargo.&lt;br /&gt;Não consigo entender a votação do atual prefeito. Qualquer pessoa que circule pela cidade percebe que vários serviços estão deficitários. É uma administração sem brilho, borocoxo. Sua imagem nas propagandas e nos debates é tediosa. Tirando-se a votação mais furiosamente anti-petista (que imagino estar nos 37, 40 por cento), acho que os demais votos ainda podem ser revertidos (a última pesquisa que li o colocava com 51pontos). Antes estava reticente, mas agora vou de Rosário sem pestanejar. Espero que o eleitorado de Porto Alegre nos poupe de mais quatro anos de songamonguice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-1895049435207129818?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/1895049435207129818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=1895049435207129818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/1895049435207129818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/1895049435207129818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/10/eleies.html' title='Eleições'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-4303385150976997746</id><published>2008-09-05T18:02:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T18:05:38.175-07:00</updated><title type='text'>Caymmi</title><content type='html'>O professor Amálio Pinheiro da PUC de SP me iniciou na leitura de Lezama Lima, escritor e ensaísta cubano. Ele integra o conjunto de um pensamento americanista plasmado nas décadas de 1940/50, com destaque também para Octávio Paz. Um pensamento articulado em mosaicos cujos vértices apontavam para uma constituição cultural única, de origens múltiplas, logo despida de etnocentrismos. Dessa perspectiva, não temos um começo, uma origem. Já somos. Tupi or not tupi. Transmutam-se entre nós informações de diversas culturas, de variadas épocas.&lt;br /&gt;Lezama desenhou a imagem de um sujeito metafórico, espécie de entidade que leva esta processualidade a picos de plasticidade constitutiva: são momentos em que este poder demoníaco da tradução atinge graus elevados de sofisticação criativa. Nossa morenice erotizada, nossa malemolência, os ritmos múltiplos de nossos corpos semióticos transversais e profanos, tudo isso como que entra em um jorro de profusão espérmica: a cultura como gozo. Ao mesmo tempo, delineiam-se performances de elaboração complexa: informações culturais de ponta são processadas.&lt;br /&gt;Dorival Caymmi, nosso buda nagô, encarnava esse sujeito metafórico lezaminiano: obra concisa, morena e moderna. Ponto singular de força seminal, Caymmi povoou o mundo de sonoridades vivas. A mestiçagem americana encontra nele um exímio tradutor musical: canções que pairam no tempo, assim, Caymmi.&lt;br /&gt;No final do DVD do show Fina Estampa, Caetano Veloso, outro metafórico sujeito das múltiplas espécies conjugadas do continente, promove deliciosa síntese de tudo isso. Ao som da cubana Rumba Azul, o cantor parece improvisar dança de passos singulares. De sua sombra projetada emana em um só tempo Carmen Miranda, Caymmi e o Aleijadinho andando pelas montanhas mineiras. O legado de Lezama Lima vislumbra ali sua imagem síntese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-4303385150976997746?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/4303385150976997746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=4303385150976997746' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/4303385150976997746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/4303385150976997746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/09/caymmi.html' title='Caymmi'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-8159604016156505538</id><published>2008-06-25T11:03:00.001-07:00</published><updated>2008-06-25T11:03:43.762-07:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não falei de flores</title><content type='html'>Nunca confiei no Tribunal de Contas. Mesmo sem dados concretos, mas com indícios dispersos, tinha a sensação de que o órgão encarregado de proteger o dinheiro público oportunizara com que alguns dos seus membros se esbaldassem nele. Emanava desta instituição energia pesada, intoxicante. Agora finalmente o TCE vai para o olho do furacão das maracutaias gaúchas que nos surpreendem a todo o instante, desde que foi deflagrada a Operação Rodin, com a ampliação da rede de coluios. Infelizmente o que era sensação se converte em indisfarçável evidência.&lt;br /&gt;A farra de escândalos chegou a visitar o gabinete do governo do Estado. Entretanto,  o conteúdo da fita que o vice-governador gravou da conversa que teve com o ex-chefe da Casa Civil parece esvaziado por estratégias editoriais não muito dispostas a investigá-las. Enquanto isso, o comando da Brigada Militar não economiza em truculência para deter a manifestação de movimentos sociais em uma rede de supermercados globalizada. Ou seja, um estado sob suspeita manda bater, sem dó nem piedade, nos movimentos que não se conformam com a atual ordem das coisas, ordem esta defendida pelos setores que assumiram o estado.&lt;br /&gt;O que poderia ser uma nota diferente no noticiário reforça hipocrisia perversa. Em Belo Horizonte, um rapaz quis surpreender garota com buquê de flores, anel e um pedido de namoro em uma escola. Foi impedido por seguranças. Não conformado, tentou pular o muro. Vizinhos impregnados com a paranóia da segurança e da vigilância (o panóptico de Focault) resolvem denunciá-lo e ele acaba preso por querer fazer uma declaração de amor. O escritor Roberto Freire, que faleceu recentemente, falava, em Cléo e Daniel, do poder corrosivo de um simples beijo. Em Dialética da Solidão, Octávio Paz detecta a incapacidade burguesa de vivenciar o amor na sua radicalidade. Quando a Globo não tem coragem de colocar no ar um beijo gay e gente é presa por tentar entregar flores à namorada, não deveria causar espanto que movimentos sociais derrubassem gandulas para propor um mundo diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-8159604016156505538?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/8159604016156505538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=8159604016156505538' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/8159604016156505538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/8159604016156505538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/06/pra-no-dizer-que-no-falei-de-flores.html' title='Pra não dizer que não falei de flores'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-6182327150171219017</id><published>2008-06-25T11:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T11:03:08.985-07:00</updated><title type='text'>Adversidades políticas</title><content type='html'>Os recentes escândalos protagonizados pela política do Rio Grande do Sul merecem alguma dose de atenção. O estado sempre se orgulhou (entre tantos outros orgulhos desmedidos) de ter uma classe política avessa a corrupções e de conduta retilínea. Isso, além de ser uma impossibilidade conceitual, jamais de fato existiu. Porque os escândalos sempre pontuaram a nossa política, basta lembrar as cestinhas de natal na Câmera de Vereadores de São Leopoldo que eu mesmo denunciei em 1984. Daquela vez houve processo judicial e os 21 ocupantes do legislativo municipal foram condenados e impedidos de se candidatarem na eleição seguinte.&lt;br /&gt;O episódio em tela mostra-se repleto de nuances interessantes. Há um emaranhado de intrigas palacianas e palacianinhas que coloca em cheque o teor das alianças costuradas não só no furor da eleição, mas também para sustentar a governabilidade da coligação eleita. No caso de Yeda e Feijó insurgiu uma estranha rusga de saída, parecendo que governadora e vice emergissem de chapas distintas. A fora isso, a governadora prima pela arrogância, aspecto que a afasta de políticos, digamos, mais alinhados com o “bem” abrindo avenidas para se cercar da banda podre perita em maracutaias. Também chama a atenção deputados do PT se associarem a Feijó, do Democratas, antigo PFL, inimigos mortais em tantas outras pelejas.&lt;br /&gt;Assim que estourou a operação Rodin e a CPI, não levei muita fé que toda esta encrenca ascendesse a conseqüências políticas mais sérias. Pelo visto, estava completamente enganado. Um político experiente do PMDB, que já surfou pelo PSDB, me garantiu que a governadora não atravessa o ano no cargo. Talvez seja exagero, mas devido ao inevitável isolamento que seu governo passa a mergulhar por sucessivas crises políticas a pouco mais de um ano de mandato, não surpreenderá que um fora Yeda comece a ganhar corpo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-6182327150171219017?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/6182327150171219017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=6182327150171219017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/6182327150171219017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/6182327150171219017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/06/adversidades-polticas.html' title='Adversidades políticas'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-4722882225176524031</id><published>2008-06-25T11:00:00.002-07:00</published><updated>2008-06-25T11:02:18.778-07:00</updated><title type='text'>Bergman</title><content type='html'>Quando assisti Gritos e Sussurros de Ingmar Bergman, tinha um pouco mais de 14 anos. Na época, abria mão da meia entrada para não ser obrigado a apresentar carteira de estudante na portaria e assim conseguia livre acesso aos filmes proibidos para menores numa época em que esse tipo de controle era exercido com total rigor. Esse filme, particularmente, significou uma espécie de entrada abrupta na idade adulta. Todas aquelas tensões em tons vermelhos me conduziram para labirintos do ser que eram, ao mesmo tempo, deslumbrantes e apavorantes. Lembro até hoje da perplexidade que fiquei, mesmo sem entender a plena profundidade do que vislumbrava, mas com a convicção de perceber, naquela tela de um imenso rubro, a fratura exposta da alma humana, tão frágil na sua magnitude.&lt;br /&gt;Três momentos do filme de Bergman tiveram especial eco na minha memória. Em um deles, uma das irmãs vai, por obrigação, fazer sexo com o marido, espatifa uma taça nas mãos, introduz os estilhaços na vagina e exclama: isso não passa de um punhado de mentiras. Na outra, o pastor encomenda o corpo de irmã que morre, rogando a ela que, se encontrasse o criador, pedisse que nos fornecesse um significado para nossas vidas. Na terceira, a criada aconchega a moribunda em seu colo e lhe dá de mamar, recriando a Pietà, como que desejando perpetuar a vida.&lt;br /&gt;Aquela noite de domingo tornou-se inesquecível. Foi como se um turbilhão de enigmas, desafios, tensões, insolvências se desfraldasse diante de uma mente ainda precoce para se ocupar com o sofrimento do mundo. Eu, que já vinha de um histórico de ausências, da orfandade e, de uma certa forma, de me sentir só no mundo, percebi, via Bergman, uma espécie de solidariedade, de universalidade de uma sensação que me parecia tão particular e exclusiva.&lt;br /&gt;Por conta disso, Bergman se transformou em um dos cineastas do meu coração. Muita gente não gostava, não se sentiam à vontade diante do que entendiam como frieza excessivamente nórdica, pessimismo e muita perturbação de alma. Eu interagia com este universo plenamente, no que pese uma certa vocação para alegria. O duelo de piano que ele estabelece entre mãe e filha interpretadas pelas maravilhosas Liv Ulmann, a principal atriz de sua carreira, e Ingrid Bergman, é uma das coisas mais memoráveis da história do cinema.&lt;br /&gt;O pastor que encomenda o corpo de Agnes em Gritos e Sussurros num determinado momento sai do roteiro de uma oração burocrática e implora: “Se for o caso de que tenhas juntado nosso sofrimento em teu pobre corpo; se for o caso de que o tenhas carregado contigo através da morte; se for o caso de que encontres Deus, lá longe, nessas outras plagas; se for o caso de que possas então falar a língua que este Deus entende; se for o caso de que possas então falar com este Deus. Se for esse o caso. Pede por nós Agnes, querida criancinha, e escuta o que agora vou te dizer. Pede por nós que ficamos para trás nesta terra escura e suja, sob um céu vazio e cruel. Deposita teu fardo de sofrimento aos pés do Deus e pede-Lhe para nos perdoar, pede-Lhe, finalmente, para que nos liberte de nossa ansiedade, de nosso desgosto e de nossa dúvida profunda”.&lt;br /&gt;Querido Bergman, de onde estiver faça isso: peça por nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-4722882225176524031?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/4722882225176524031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=4722882225176524031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/4722882225176524031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/4722882225176524031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/06/quando-assisti-gritos-e-sussurros-de.html' title='Bergman'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-3209210783081544196</id><published>2008-06-25T11:00:00.001-07:00</published><updated>2008-06-25T11:00:34.228-07:00</updated><title type='text'>Ganância</title><content type='html'>Ao longo destas duas semanas que precederam à tragédia doa Airbus da TAM, uma enxurrada de situações, questões, dissimulações e pouquíssimas ações inundou os espaços midiáticos. Até mesmo uma polêmica envolvendo o aparentemente asséptico Observatório da Imprensa - para alguns maldosos, crematório -, que resolveu reproduzir imagem não liberada pela TV Cultura, em que um corpo em chamas aparece despencando do prédio dos horrores, ganhou a cena com alguma repercussão. De tudo que foi dito (e a Veja mais uma vez resolveu a questão, como havia feito tempos atrás quando endossou de forma categórica o laudo falso de Badan Palhares no caso de assassinato de PC Farias: a culpa foi do piloto) gostaria de chamar a atenção para duas circunstâncias que, se não foram as responsáveis diretas pelo acidente, são, no meu entendimento, seus principais deflagradores.&lt;br /&gt;Falo, de um lado, da ganância exacerbada que ganha formas sofisticadas, mas no fundo grosseiras, neste capitalismo ultra turbinado dos chamados tempos globalizados e, de outro, desta coisa brasileira tão nossa de desprezar sistematicamente dispositivos de segurança como se eles mais atrapalhassem do que nos ajudassem. Quando implementaram Cumbica na década de 1980, as autoridades da época reduziram Congonhas a um aeroporto de poucas operações. Ele já não oferecia mais segurança devido aos limites de sua pista e pelo fato de que a especulação imobiliária transformara  seu entorno numa cidade completa que, em se tratando de São Paulo, se traduz na construção de imensos espigões. No correr da década seguinte, aquilo que era perigoso passou, aos poucos deixou de ser. Coincidindo com a entrada em circulação da TAM, cujos vôos regionais tinham como destino Congonhas, rapidamente este aeroporto voltou a um esquema de grande circulação e, nos anos 2000 já reinava novamente como o mais movimentado do país.&lt;br /&gt;O que aconteceu neste meio tempo? Mudou a percepção das autoridades com relação à segurança do local? De uma hora para a outra o aeroporto voltou a oferecer tranqüilidade? Evidentemente que há uma pressão econômica nesta metamorfose vil. Concentrar as conexões em Congonhas significa uma excelente otimização de custos nas operações das companhias que, ato contínuo, passaram a aumentar significativamente o volume de vôos com o ocaso das empresas tradicionais e a emergência das novas, a GOL à frente, em que os serviços de bordo praticamente desaparecem o que diminui o valor das passagens. Muito mais gente voando e todos, quando não no destino final, passando por Congonhas.&lt;br /&gt;Essa tendência do comércio aéreo sequer se abalou com a tragédia do Folker 100 há 10 anos, que já sinalizava para os perigos iminentes de um aeroporto cravado no interior de uma grande cidade. Congonhas passou por uma grande reforma, boa parte dela cosmética: a área interna foi incrementada com salas de embarque mais confortáveis e muitas lojas, restaurantes e outros serviços disputando cada palmo de espaço disponível. Já as pistas.... E, para complicar, ainda autorizam a edificação de novos prédios quase que na cabeceira da pista.&lt;br /&gt;Enquanto isso, o Airbus que explodiu estava com defeito em um dos reversos. Mas não faz mal, deve ter pensado a companhia. Vamos deixar assim mesmo. Estamos em alta temporada e não podemos abrir mão desta aeronave. Não podemos comprometer nossos lucros. Depois resolveremos isso. Enfim, nós já tínhamos feito um grande pressão para reformarem a pista principal antes de começarem as férias de julho, não podemos parar agora. Capitalismo selvagem é pouco. Ganância pura.&lt;br /&gt;E aí entra o tal jeito brasileiro de lidar com segurança, como se acidentes só acontecessem com os outros. Prevenção para quê? Fico sempre muito impressionado quando vejo pais atravessando avenidas com filhos pequenos nos lugares mais impróprios. É tão forte esta cultura que, quando me deparo com tal cena, chego a duvidar do amor incondicional que os pais juram ter pelos filhos. Que é amor é esse que faz com que uma mãe sente-se no banco da frente de um carro com seu bebê no colo?  E as pessoas que falam no celular ao volante sem o menor constrangimento, para não dizer prepotência?&lt;br /&gt;Há inúmeras outras situações típicas de irresponsabilidade coletiva que não vale à pena ficar aqui listando. Mas essa cultura adicionada ao apetite voraz das companhias se transforma em bombas das quais nem eu, nem você estaremos livre. E para dar mais combustível a essa ganância, a gestão do setor aéreo com Infreaéro, Anacs e ministérios loteados, é uma piada daquelas que não tem a menor graça.  Como alguém já disse, pare o mundo que eu quero descer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-3209210783081544196?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/3209210783081544196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=3209210783081544196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/3209210783081544196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/3209210783081544196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/06/ganncia.html' title='Ganância'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-8823326007682533</id><published>2008-06-25T10:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T10:59:58.133-07:00</updated><title type='text'>Memórias midiáticas</title><content type='html'>Quando criança na década de 1960, as tardes de domingo eram povoadas pela proliferação de sons que transbordavam de grandes aparelhos de rádio acionados por vávulas e por alguns poucos, mas já insinuantes, pequenos aparelhos de pilhas que tinham nos modernos transistores a fonte do seu charme portátil irresistível. Os sons atravessavam as ruas tomadas por garotos que inventavam brincadeiras, a maioria delas movida pelas bolas que passavam de pé em pé, e por vezes, uma matada no peito e um cabeceio. Lá pelas tantas, as canções de Lennon e McCarteney e de Chico Buarque (sim, naquela época as emissoras tocavam Chico Buarque) cessavam e instalava-se o frenesi: iniciavam as jornadas esportivas que atravessavam as tardes até o limiar da noite.&lt;br /&gt;Aquele universo sonoro com suas descrições de dribles mirabolantes, defesas impensáveis, a trajetória terrivelmente lenta da bola que quase chegava à rede, mas desviava-se e chocava-se na trave, ou, quando chegava, a explosão do locutor gritando gol, enfim, esse mundo que se imaginava através dos sons era absolutamente arrebatador. Sem esses sons midiáticos que se dispersaram em memórias difusas, talvez jamais se desenvolve-se, entre minhas predileções, a paixão pelo futebol. Paixão reforçada nas matinês quando exibiam, em cinemascop, antes da dupla sessão de filmes ou de Tarzan, ou de 007, as grandiloqüentes imagens de partidas travadas no Maracanã. &lt;br /&gt;O poder agenciador da mídia em todas as instâncias da vida humana é fato irrecusável e fomenta boa parte dos estudos sobre comunicação. Imagina-se o impacto suscitado em gerações mais pregressas com o nascedouro desses meios que tinham a capacidade de levar a territórios longínqüos notícias, romances, histórias fantásticas, boxe e futebol. Compreensível que a apreensão crítica sobre esses meios se exacerbassempelas transformações que provocaram, pelo seu potencial caráter homogenizador, pelas ingerências econômico-ideológicas, pelos perigos manipulatórios. Compreensível, também, que nessa fase do capitalismo, a indústria midiática trouxesse outras problemáticas aterrorizadoras como se vivêssemos num panótico  sem saída, controlado pela mídia.&lt;br /&gt;Entretanto, quando lembro dos sons das narrativas esportivas, ocorre-me que algo se perde nas necessárias perspectivas críticas nas quais se enquadram boa parte das teorias da comunicação. No que pese toda a ordem de problemas que os mídias suscitam, há neles uma coisa chamada dimensão lúdica. E como mídias formam sistemas abertos e hipercomplexos, sujeitos a ruídos, entropias e acasos, o lúdico é um dos elementos que tem força para desestruturar, pelo menos em parte, seu caráter ultra agenciador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-8823326007682533?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/8823326007682533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=8823326007682533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/8823326007682533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/8823326007682533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/06/memrias-miditicas.html' title='Memórias midiáticas'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6016438495819311539.post-873815126693378426</id><published>2008-06-25T10:48:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T10:53:52.674-07:00</updated><title type='text'>Mudanças: espaço em obras</title><content type='html'>Faço aqui migração de blog hospedado anteriormente em outro lugar. Por conta disso resolvi disponibilizar textos antigos (com postagens em torno de dois anos) não porque os vejo com alguma importância mas, sobreduto, por alguns vínculos afetivos com eles. O espaço está em obras e pretendo concluí-las nos próximos dias. As mudanças são sempre trabalhosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6016438495819311539-873815126693378426?l=ronaldohenn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/feeds/873815126693378426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6016438495819311539&amp;postID=873815126693378426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/873815126693378426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6016438495819311539/posts/default/873815126693378426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ronaldohenn.blogspot.com/2008/06/fao-aqui-migrao-de-blog-hospedado.html' title='Mudanças: espaço em obras'/><author><name>ronaldo henn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04659051488763988156</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
